À frente de uma gigante

out 05, 2015 / 0 comments

Na presidência da empresa Celulose Riograndense, responsável pelo maior investimento privado do Rio Grande do Sul, Walter Lídio Nunes tem a missão de dirigir os negócios e gerenciar as crises que a ampliação da unidade guaibense da fábrica tem causado junto á comunidade.
Passado os primeiros três meses do período chamado internamente de ‘Curva de Aprendizado’, que tem duração prevista de um semestre, Walter comemora os bons resultados e afirma que todas as situações ocasionadas pelo funcionamento da planta dois estão dentro do previsto para esta fase do projeto e que até o final de 2015 estarão atingindo a capacidade nominal desejada.
“A curva de aprendizado leva este nome por ser um período onde a fábrica antes de iniciar sua operação é totalmente verificada e submetida a testes, antes de começar efetivamente sua produção. Obtendo como no caso da CMPC os fluidos reais com água e vapor, ajustando a planta”, explica o presidente sobre o uso deste termo.
Ciente das reclamações feitas pela população e trabalhando para soluciona-las a empresa espera contar com a compreensão dos moradores do seu entorno em relação aos incômodos momentâneos que a obra tem ocasionado.
Sobre as criticas que a CMPC vem recebendo, Nunes salienta que a sociedade moderna precisa praticar o diálogo: “Existem uma série de opiniões, umas favoráveis, outras de conversação e algumas que não querem ouvir o outro lado. Então temos nos mantido abertos à conversa, recebendo manifestações de apoio de um grande grupo, que possuímos números para comprovar. Queremos dialogar com quem quer nos ouvir, maximixando os pontos positivos e minimizando os negativos, pois em tudo que as empresas e as sociedades fazem, existem vantagens e desvantagens. O ideal é sempre balancear com os ganhos sociais”, enfatiza o diretor que em todas as fases do projeto cedeu espaço para as comunidades e líderes de associações conhecerem todo o trabalho que vinha sendo realizado.
Em relação aos ruídos e odores identificados pela comunidade, Walter afirma que de acordo com a rede de mapeamento 24 horas da empresa, todas as falhas encontradas estão sendo corrigidas e os equipamentos modificados, tanto no que se refere à contenção acústica, com ao odor: “Só é possível realizar esta identificação depois que o maquinário estiver em funcionamento, por isto temos este período de seis meses para a realização de ajustes. A planta vai ser odor zero, embora o cheiro atual, do ponto de vista de saúde, não seja nocivo, é obvio que não vou aceitar que as pessoas não tenham um aroma agradável no ar, mesmo que ele não faça mal algum, desconforto de odor não é nada que podemos impor e nem quero que a sociedade seja refém de uma vantagem econômica”, completa.

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